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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Documentário homenageia antepassados da Umbanda e Candomblé de Pirapora - MG



Produzido pela Casa de Cultura Afrogerais, em parceria com o fotógrafo Aparício Mansur, o documentário reúne depoimentos de praticantes da Umbanda e do Candomblé em Pirapora e Buritizeiro (MG). Eles foram responsáveis por consolidar as religiões de matriz africana na região numa época em que a intolerância religiosa era ainda mais intensa. “Era uma dificuldade, o povo não queria, as autoridades achavam que não podia”, comenta Pai Firmo, da Tenda Espírita Ketumar. “(...) Mas eu falei: vou civilizar o espiritismo dentro de Pirapora com muita honra; e eu civilizei mesmo, abri as portas aqui pra todo mundo espiritualmente.”

A Afrogerais se dedica ao resgaste da cultura afro-brasileira com crianças e adolescentes do bairro Nossa Senhora Aparecida, em Pirapora, através de aulas de capoeira, dança e bordado. Além disso, mantém o rito religioso ligado à nação candomblecista. O objetivo, ao produzirem o documentário, foi resgatar a memória oral da Umbanda e do Candomblé na região, para que ela não se perca no suceder das gerações, além de firmar o compromisso na luta contra a intolerância religiosa, ainda presente em seu cotidiano.  

O vídeo foi exibido pela primeira vez no dia 30 de novembro de 2015 em comemoração ao dia da consciência negra.



(assista noYoutube)


Foto: Aparício Mansur

domingo, 30 de novembro de 2014

As fotografias de Aparício Mansur



Minha mãe era poetisa, cresci ouvindo ela declamar seus poemas, ler seus escritos. Aos sete anos já tocava violão; no colégio, era líder em movimentos estudantis e grêmios onde comecei a escrever e editar em pequenos jornais da época. Como músico, participei de dois Festivais da Canção, venci os dois, sendo que em um deles primeiro e segundo lugar. Participava de peças teatrais e vivia sempre envolvido com todos esses eventos. Com o passar dos anos, os caminhos foram mudando, ou melhor, as opções ficaram mais maduras. Passei a me dedicar então às fotografias, aos estudos e à luta pelo Meio Ambiente. Tornei-me professor para estar mais perto das crianças e adolescentes e, junto deles, lutar pelo rio, pelo resgate da nossa história, e na prevenção para um cuidado maior sobre esse nosso bem. 



Conheci o meu velho rio em 1981, e não sei por que, quando o vi, chorei, chorei muito, foi uma sensação muito estranha. A partir deste dia, nunca mais me afastei do rio e da cidade de Pirapora. Deixei toda uma vida já feita em Belo Horizonte e me mudei para cá. Casei aqui e pude e posso estar lutando pelo rio, através do meu site, do meu facebook, divulgando suas notícias, suas mazelas e sua luta pela sobrevivência.



O rio é um ser vivo, ele pulsa. Somente de uma maneira muito pessoal, ali, sentado à sua beira, acariciando suas águas, dá para sentir o quão vivo e importante ele é. Alimenta, refresca, transporta e faz sonhar.



- Aparício Mansur, em entrevista concedida ao Salto, 26 de novembro de 2014.

Aparício Mansur

Aparício Mansur é fotógrafo e se formou em Gestão Ambiental pela UFSC. Sua formação e atuação profissionais estão relacionadas, portanto, à fotografia e ao meio ambiente. Suas fotografias relativas às belezas naturais de Pirapora e região foram publicadas em jornais como O Globo, Estado de Minas, Hoje em Dia, O Tempo, Revista Estados e Municípios e diversos websites. Além disso, teve, por dois anos seguidos, fotografias da Ponte Marechal Hermes selecionadas entre as trinta melhores de Minas Gerais, em duas edições do Concurso Paisagens Mineiras, promovido pelo Jornal Estado de Minas e Diários Associados. Por fim, atua como repórter fotográfico e diretor do site www.velhochico.net.


facebook: Aparício Mansur