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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Maria Vargas


Criada em Pirapora, às margens do Rio São Francisco, a escritora é formada em Relações Públicas pela PUC-Minas e é mestre em Comunicação Social pela mesma instituição. Desde 2010, mora em Cataguases, onde é proprietária da  Vértice Consultoria, empresa que presta serviços de consultoria em pesquisa de clima organizacional, diagnóstico institucional e avaliação de clima comunicacional interno para empresas privadas, públicas e organizações do terceiro setor, além de promover palestras, cursos e seminários ligados a temas como liderança, gestão de pessoas, redes colaborativas e inovação.

A literatura é um sonho que concretizou por meio da “Coleção Aventuras de Pira-Poré”, composta por quatro volumes, que narra a história do curumim  Pira-Poré – indiozinho da tribo Kariri -  nas matas da região do cerrado mineiro. A inspiração para o personagem e suas aventuras veio de ouvir, desde pequena, as lendas sobre o rio São Francisco e as histórias contadas pelos pescadores. Embora familiarizada com a região, ainda assim a história dos índios, antigos habitantes locais, era um mistério para a autora. Reais ou imaginárias, essas histórias enfeitaram sua vida e a inspiraram para a criação do personagem Pira-Poré.

Maria Vargas gosta muito de contar histórias e idealizou o Projeto "Pira-Poré Conta Histórias", apresentado para crianças e professores de escolas estaduais, municipais e particulares. Em seu projeto de incentivo à leitura, a escritora é convidada pelas escolas para o lançamento de seus livros, quando é organizada a sessão de autógrafos com  contação de histórias para as crianças, além de uma palestra e um mini-curso para professores de 1ª a 5ª séries sobre o cotidiano literário das crianças brasileiras e a utilização do livro infantil em sala de aula.

Contato: 
Facebook: Maria Vargas

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Brunna Maia Caires, folha, borrão de pincel, formas e rabiscos

Tudo me faz criar, desde uma folha caindo da árvore, um borrão de pincel, formas variadas, rabiscos no papel, ou até um estudo para desenvolver criação específica a partir de um livro, filme, poesia, música.


A moda esteve presente comigo desde criança, porém em várias fases. E me interessei por ela a partir da arte em geral, desde um desenho/pintura de uma casa, uma roupinha para boneca, até começar a desenvolver os traços de um croqui, e aprofundando na arte da moda.


Ser de Pirapora colaborou com o desenvolvimento da minha criatividade. A rica cultura que a cidade possui, as apresentações de talentos barranqueiros, teatro das feirinhas de sexta, tudo isso despertava a minha curiosidade e vontade de fazer algo que fosse ligado a essa área, de poder expressar, transmitir ,apresentar um pouco do que amo e o que quero ser.  Nos finais de semana em que não possuía muitas opções de entretenimento, passava horas e horas desenhando, fazendo moulage de papel, até que comecei a criar os meus modelos de roupas, e eles começaram a sair da folha, despertando ainda mais a minha vontade de prosseguir , alimentando a minha vontade de crescer, de criar.



Sobre o desfile na Expociapi deste ano, ter sido convidada pelo Adélio Brasil foi algo surreal, pois aquele era um momento dele, e ele não me conhecia, disse apenas que tinha escutado falar a meu respeito, e que ia me “presentear com esse momento”. Vibrei de tanta alegria, mas logo me assustei, porque foi uma responsabilidade muito grande. O fato de eu ainda estar no segundo período da faculdade fez o momento ainda mais complicado, já que ainda estou amadurecendo. Desenvolver o desfile foi trabalhoso e muito mais complexo do que muitos podem imaginar, você não ‘apenas’ cria os modelos e fim, existe todo um processo como o estudo do público alvo, as tendências do momento, o compromisso das modelos, patrocinadores, entre outros. Não tenho palavras para explicar o mundo de emoções que estavam dentro de mim poucas semanas antes de tudo acontecer, apenas tentei tornar o momento perfeito.


Sei que é clichê dizer isso, mas espero que o próximo ano possua tantas conquistas como este – se puder ser melhor, claro que será bem vindo. Aconteceu muita coisa boa em pouco tempo, não tenho do que reclamar. Não fiz planos, as coisas boas acontecem quando menos esperamos, assim foi e está sendo. Eu tenho me empenhado muito na minha área e, mesmo sendo tão nova, está decidido o caminho que quero seguir.



- Brunna Maia Caires, em entrevista ao Salto, 01 de dezembro de 2014.

Acompanhe o trabalho de Brunna pelo facebook: Brunna Maia Caires.


domingo, 30 de novembro de 2014

As fotografias de Aparício Mansur



Minha mãe era poetisa, cresci ouvindo ela declamar seus poemas, ler seus escritos. Aos sete anos já tocava violão; no colégio, era líder em movimentos estudantis e grêmios onde comecei a escrever e editar em pequenos jornais da época. Como músico, participei de dois Festivais da Canção, venci os dois, sendo que em um deles primeiro e segundo lugar. Participava de peças teatrais e vivia sempre envolvido com todos esses eventos. Com o passar dos anos, os caminhos foram mudando, ou melhor, as opções ficaram mais maduras. Passei a me dedicar então às fotografias, aos estudos e à luta pelo Meio Ambiente. Tornei-me professor para estar mais perto das crianças e adolescentes e, junto deles, lutar pelo rio, pelo resgate da nossa história, e na prevenção para um cuidado maior sobre esse nosso bem. 



Conheci o meu velho rio em 1981, e não sei por que, quando o vi, chorei, chorei muito, foi uma sensação muito estranha. A partir deste dia, nunca mais me afastei do rio e da cidade de Pirapora. Deixei toda uma vida já feita em Belo Horizonte e me mudei para cá. Casei aqui e pude e posso estar lutando pelo rio, através do meu site, do meu facebook, divulgando suas notícias, suas mazelas e sua luta pela sobrevivência.



O rio é um ser vivo, ele pulsa. Somente de uma maneira muito pessoal, ali, sentado à sua beira, acariciando suas águas, dá para sentir o quão vivo e importante ele é. Alimenta, refresca, transporta e faz sonhar.



- Aparício Mansur, em entrevista concedida ao Salto, 26 de novembro de 2014.

Aparício Mansur

Aparício Mansur é fotógrafo e se formou em Gestão Ambiental pela UFSC. Sua formação e atuação profissionais estão relacionadas, portanto, à fotografia e ao meio ambiente. Suas fotografias relativas às belezas naturais de Pirapora e região foram publicadas em jornais como O Globo, Estado de Minas, Hoje em Dia, O Tempo, Revista Estados e Municípios e diversos websites. Além disso, teve, por dois anos seguidos, fotografias da Ponte Marechal Hermes selecionadas entre as trinta melhores de Minas Gerais, em duas edições do Concurso Paisagens Mineiras, promovido pelo Jornal Estado de Minas e Diários Associados. Por fim, atua como repórter fotográfico e diretor do site www.velhochico.net.


facebook: Aparício Mansur

Priscila Magella

Aprendi a cantar dentro das águas do Velho Chico, aprendi a doar minha energia de uma forma mais pura, sem esperar nada em troca. Minha voz é do rio.



facebook: Priscila Magella

Julian Oliveira


Julian Oliveira é poeta. Nascido na cidade ribeirinha de Januária, morou em diversas cidades de Minas, dentre as quais Chapada Gaúcha, sede do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, onde encheu seu coração de sertão, e em Buritizeiro, lugar que o religou a suas origens barranqueiras. Participante da antologia Combustível, metal e poema e autor do livro Anos-Luz, hoje estuda Jornalismo na UFMG, dedicando-se à fotografia juntamente à poesia. 

Segundo diz,

“Escrever é ânsia. É como o aperto no peito dos enfartados. Fruto de uma vontade que brota do mesmo motivo misterioso pelo qual o universo se expande. Ter nascido em uma cidade ribeirinha e, posteriormente, morar na barranqueira cidade de Buritizeiro, me fez por diversas vezes pensar nos versos como algo tão fluido quando as águas do Velho Chico. Algo que ora nos escapa entre os dedos. Ou que por vezes nos afoga. Nunca consegui incorporar de maneira muita clara, em meus escritos, elementos relacionados ao ideário mineiro e/ou ribeirinho. Não que a mineiridade ou o sentimento barranqueiro não estivessem presentes em minha vida, apenas creio que esses elementos acabaram por influenciar mais meu estilo de vida dos que os meus versos em si. Tenho versos impregnados de rio e sertão sem nunca tê-los citado de forma direta.”


facebook: Julian Oliveira

Fotografia que é rio - Marina Vargas Tomaz

Busco, através da fotografia, detalhes, coisas, objetos, cores minúsculas, imensas paisagens num espaço despercebido. Busco através do registro fotográfico, alcançar o que meu olho tenta ver, deseja registrar... Afinal, há tantas formas de olhar, tantos jeitos de ver... E são essas tantas visões do mundo, macro e micro, natureza, bicho, pedra, água, que procuro guardar, como numa preciosa coleção, pequenas grandes coisas, tesouros, pequenos presentes de acaso.



Meu processo de criação começa no rio. Posso dizer que em todas as imagens, existe um rio, uma cor rio, um cheiro e uma textura que me remetem ao tempo físico de proximidade e presença. Tudo é influência: a curva, o barulho das águas, o apito do vapor aos domingos, a areia, a correnteza leve e sua cor generosa acolhendo o tempo das chuvas e do sol, agregando ora força, ora dor, como agora.












***


Marina Vargas Tomaz formou-se em Belas Artes, pela UFMG, e hoje mora em Uberlândia, onde trabalha como professora de artes para o ensino fundamental, além de cursar o mestrado em Artes Visuais pela UFU. Contribuiu com suas ilustrações para a série de livros infantis, em quatro volumes, As aventuras de Pira-Poré, de Maria Vargas, e para o projeto gráfico do CD A Barranqueira, de Priscila Magela. Segundo ela, “através da arte, podemos enriquecer nossas relações, melhorar nossa comunicação e estreitar nossos laços humanos e poéticos.”

Marina Vargas Tomaz

Marina Vargas Tomaz formou-se em Belas Artes, pela UFMG, e hoje mora em Uberlândia, onde trabalha como professora de artes para o ensino fundamental, além de cursar o mestrado em Artes Visuais pela UFU. Contribuiu com suas ilustrações para a série de livros infantis, em quatro volumes, As aventuras de Pira-Poré, de Maria Vargas, e para o projeto gráfico do CD A Barranqueira, de Priscila Magela. Segundo ela, “através da arte, podemos enriquecer nossas relações, melhorar nossa comunicação e estreitar nossos laços humanos e poéticos.”


Rafael Oliveira

Perguntado sobre o seu processo criativo, o escritor respondeu: “A vontade de escrever é como uma coceira. Inquieta a gente. Não tem como resistir. Tenho vontade de escrever quando não tem papel à mão: no meio da rua, na fila do banco, numa festa, no ônibus. Escrevo quase que por necessidade.”


E ainda: “Gosto de escrever poemas. Gosto da liberdade que é própria da poesia. Escrevo para desnudar a alma, com liberdade, e lançar as palavras sem pretensão de informar ou esclarecer, apenas pela necessidade de expressar o que é etéreo (o pensamento, o sentimento, o inconsciente). No poema é permitido falar de mim, do rio, do cerrado, do cotidiano, do que agrada, do que aborrece, do que há de luz e de obscuridade no ser humano. Do outro lado, o leitor tem toda a liberdade de degustar o poema como bem entender. Essa liberdade e fluidez que a palavra adquire com a poesia é o que me fascina.”


facebook: Rafael Oliveira

David Nascimento

O processo criativo surge da minha distração, sempre estou à procura de situações que me levam a outra dimensão, fazendo produzir com mais intensidade. Distraio-me em simplicidades, e a simplicidade hipnótica do olhar é a principal das minhas distrações. Eu acho que, das coisas que me motivam, a visão aberta e ilimitada é a mais importante. Sou muito questionado quanto à maneira que retrato o olhar em minhas obras. Vai além de uma fissura desde que me entendo por gente, percepção, atenção, cuidado, perspicácia são coisas que as pessoas me cobram com intensidade, e a melhor maneira que encontrei para evoluir nesse sentido, foi a de inserir isso na minha arte. 


Estou em um processo corrosivo de encontro, com tantos recursos, a arte se expande de forma monstruosa. Mas isso vai além do pessoal, abrange algo que todo o mundo deveria ter: a visão completa dos sentidos vista de todos os ângulos, a mostra da realidade no irreal e o abandono dos limites referenciais. 


Minhas duas maiores influências tiveram vidas opostas, mas viveram de forma intensa: uma foi mulher, sofreu e amou com intensidade, teve como única alternativa, a pintura. Pintava sua realidade, a realidade do sofrimento, não se deixou vegetar. O outro se intitulava o próprio surrealismo, teve uma base oposta, uma evolução prematura e transgressora. 


Descobri em mim, a oportunidade de ser sonho e realidade, quebrar essa tênue e acompanhar com suavidade a minha evolução. Lembro-me de que, ainda pirralho, na casa da minha avó, pegava caracóis em tempo de chuva e pintava suas conchas. Eu enxergava mais vida, acho que todos deveriam pintar suas conchas, não se limitar na proteção, fazer dela seu acervo de sonhos.


- David Nascimento, em entrevista concedida ao Salto, 03 de outubro de 2014.

Mais trabalhos do artista aqui. 

David Nascimento


facebook: David Nascimento

Brenda K. Souza

Descrição possível: Sou suor. De perto do rio, estudante de letras, aspira um dia ser peixe.



facebook: Brenda K. Souza
blog pessoal: Sanguinho Novo

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Edson Lopes

Poeta, nasceu em Curvelo, MG, mora em Buritizeiro há 16 anos, onde foi professor de Literatura, quando existiu. Atualmente, é professor de Português. Em suas palavras: “a literatura em minha vida tem como principal o papel de me salvar de mim. Da grande bobagem que sinto de me desintegrar, de escapar para o vácuo. A literatura me lembra da existência de muitos mundos além do meu, mundos a transfigurar, a reinventar. Sinto-me um poeta, um médico, um louco, uma criação criadora. Penso que literatura barranqueira é aquela produzida por aqueles que viveram, vivem ou viverão à beira do Rio São Francisco, não a que tenha de se ater aos temas provincianos da paisagem do rio ou dos elementos em seu entorno. Afinal, pensamento e emoções navegam muito além de um único tema, de um único espaço. Principalmente no que concerne à poesia, a deusa de seres do outro mundo daqui.”

Contato:
Facebook: Edson Lopes


Douglas de Oliveira Tomaz

Taurino com ascendente em peixes, terra e água, barro, lama; norte-mineiro, escritor, assina o blog pessoal www.abrigosdevagabundo.blogspot.com.br e é o idealizador de O salto; por último, perdeu o medo do sol.

Contato:
E-mail: douglasdeoliveiratomaz@gmail.com.